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| Boletim informativo do deputado Flavio Koutzii/PT (32), de 19 de setembro de 2006. | ||
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A proposta orçamentária para 2007 não traz nenhuma novidade: é a surrada repetição dos velhos truques, já utilizados por esse governo em anos anteriores para tentar ocultar suas omissões e fracassos. Reajuste zero para o funcionalismo estadual, aumento das renúncias de ICMS, entenda-se benefícios ainda maiores para as grandes empresas, evidenciam, uma vez mais, as opções e prioridades. Repete-se a prática de colocar no orçamento transferências da União que são superestimadas ou que não vêm porque não tem base legal. Faz-se, assim, a demarcação política e depois fabrica-se uma versão que culpa a União. O aumento despropositado das despesas de custeio, de 29,7% em relação ao realizado em 2005, mostra o descontrole dos gastos de um governo perdulário, que contrata consultorias a peso de ouro e vende o falso discurso da economia e da parcimônia. Há inconsistência e contradições evidentes: superestima-se, por exemplo, as duas principais fontes de receitas próprias – o ICMS e o IPVA e reduz-se a estimativa do valor de juros do serviço da dívida, que está vinculado ao desempenho da arrecadação. Perguntamos: a previsão da receita do ICMS e do IPVA está exagerada, superestimada ou o governo subestimou os valores a pagar da dívida para ocultar o déficit? A proposta prevê um crescimento de 9,3% na receita do ICMS. Como explicar este crescimento, real, acima da inflação se as alíquotas do "tarifaço" só vigem até 31 de dezembro próximo? Das duas uma: ou o governo Rigotto usa mais este artifício para ocultar o déficit, ou na hipótese improvável de sua reeleição, pretende prorrogar o "tarifaço"? Já o IPVA foi estimado com um crescimento de 20% em relação ao orçado este ano o que é surpreendente já que a inflação projetada para 2006 não atinge os 5%. Teremos aí um novo "tarifaço", desta vez penalizando os proprietários de veículos automotores? O investimento proposto, de 953 milhões é, também, irreal, muito superior ao nível de execução deste ano e dos 527 milhões investidos em 2005. Não há nenhuma dúvida que o governo atual superavalia a capacidade de investimento que deixará para o próximo governo. No que diz respeito à Consulta Popular, a cada ano que passa perde espaço no orçamento: de pouco mais de 2% em 2004, propõe-se apenas 0,51% da despesa total do orçamento em 2007. Os números propostos confirmam o que a nossa bancada tem reiterado com insistência: a participação popular não é prioridade no governo Rigotto.
Esta
proposta orçamentária registra os momentos finais de uma
administração desastrada, que nada fez para recuperar as
finanças do Estado, de modo a criar condições melhores
de atendimento das necessidades daqueles que mais precisam: a grande maioria
da população. É o documento que registra o melancólico
fim de um governo que, descumprindo a Constituição, deixou
de aplicar bilhões e bilhões na educação e
na saúde pública, mas foi generoso com as grandes empresas,
a quem concedeu 5 bilhões em incentivos fiscais. |
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