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FORÇA,
DIGNIDADE E RETOMADA
Reproduzimos hoje conteúdo do blog de Marco Aurélio Weissheimer
(www.rsurgente.zip.net), sempre
preciso, justo e de atualidade.
O
programa de encerramento da campanha de Olívio Dutra na televisão
restituiu a dignidade e o valor para a alma da esquerda gaúcha.
Foi uma síntese do que de melhor o PT e a Frente Popular conquistaram
aqui no Estado, nas quatro administrações sucessivas de
Porto Alegre e na experiência do governo estadual. É bom
lembrar algumas coisas para não sucumbir diante da avalanche que
se abateu sobre a esquerda gaúcha e brasileira nos últimos
meses. O Orçamento Participativo e o Fórum Social Mundial
foram as duas principais marcas deste período. E não são
marcas quaisquer. Basta lembrar quais são as marcas do lado de
lá: GM, Ford, Toyota, Wall Mart, Aracruz. Esse é o mundo
que o PMDB gaúcho nos oferece. O deslumbramento com grandes grifes
empresariais, com as privatizações (como ocorreu no governo
Britto) a promessa de que elas vão levar todos os gaúchos
à calçada da fama.
O bigode de Olívio Dutra, a barba de Miguel Rossetto, de Flavio
Koutzii, a cara séria de Raul Pont, a garra e integridade de uma
Jussara Cony, apenas para citar alguns dos homens e mulheres que ajudaram
a escrever essa história, e especialmente a paixão de milhares
de pessoas em todo o Estado constituem os tijolos de uma história
de ousadia e muita dignidade. Portanto, quem anda meio acabrunhado, achando
que o mundo acabou, saiba que essa galera continua por aí, tentando
colar o que foi quebrado, recordar o que foi esquecido e retomar o que
foi interrompido. Milhares de pessoas de vários cantos do mundo
vieram para cá com um olhar de esperança para o que esses
homens e mulheres construíram. Isso foi quase agora, há
bem pouco tempo. Muita dessa energia permanece aí, meio dispersa,
um pouco sem rumo. Mas, sobretudo, permanece aí. Então,
se você não acha que o presente e o futuro do Rio Grande
passa pela próxima loja da Wall Mart no Estado, sacuda a poeira,
dê a volta por cima, ajeite o bigode, a barba, o cabelo, o que for,
e ajude a transformar essa energia em força militante e transformadora.
Já foi feito antes. Muitas vezes. Pode ser feito de novo. O tempo
da história é longo, muito maior o que de nossas vidas particulares.
Ele não respeita desistências, mas se curva com delicada
obediência aqueles que sempre tentam de novo e insistem em retomar
aquilo que parecia perdido.
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