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Olívio dispara e encosta em Yeda no RS, aponta pesquisa
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* texto de Marco Aurélio Weissheimer, publicado no site
da Agência Carta Maior (www.agenciacartamaior.com.br),
publicado em 26/10/2006.
Flavio Koutzii
Pesquisa
divulgada nesta quinta-feira (26) pelo instituto Methodus aponta
redução de 19 pontos na distância entre Yeda
Crusius (PSDB) e Olívio Dutra (PT). Em relação
à pesquisa anterior do mesmo instituto, a candidata tucana
caiu de 59,1% para 49,2%, enquanto Olívio subiu de 34%
para 43,1%.
Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior
PORTO ALEGRE - Saíram os números da nova pesquisa
do Instituto Methodus, encomendada pela revista Voto, sobre a
disputa para o governo gaúcho. Olívio Dutra (PT)
disparou e encostou em Yeda Crusius (PSDB). A candidata tucana
aparece com 49,2% das intenções de voto e Olívio
subiu para 43,1%. Na pesquisa anterior, divulgada na semana passada,
Yeda tinha 59,1% e Olívio 34%, no levantamento estimulado.
A vantagem, que era de 25,1 pontos na semana passada caiu para
6 pontos percentuais. O índice de indecisos está
em 4% e o de brancos e nulos em 3,8%.
A pesquisa foi realizada nos dias 23, 24 e 25 de outubro, entrevistando
2200 eleitores de 50 cidades gaúchas. A margem de erro
é de 2,3 pontos percentuaispara mais ou para menos. O levantamento
está registrado no TRE sob o nº 63.082/2006.
Segundo esses números, Yeda estaria perdendo cerca de um
ponto por dia. Mantida esta tendência nos quatro dias que
faltam até a eleição, Olívio chegaria
ao dia 29 com 46,7% contra 45,2% de Yeda. O resultado da pesquisa
surpreendeu inclusive aliados da candidatura tucana, como o jornalista
Políbio Braga, que comentou em seu site: "A queda
de Yeda e o avanço de Olívio são surpreendentes,
o que quer dizer que Olívio Dutra poderá virar a
eleição no RS até domingo".
O crescimento de Lula no Sul
O
resultado da pesquisa do instituto Methodus confirma a tendência
de crescimento da candidatura Lula também no Rio Grande
do Sul. A pesquisa do Datafolha divulgada terça-feira no
Jornal Nacional confirmou o crescimento de Lula em todo o país.
O maior índice de crescimento se deu justamente na região
Sul. A propósito deste crescimento, o jornalista Franklin
Martins observou:
"Embora nessa região Lula continue atrás de
Alckmin, a virada aí foi ainda mais forte do que no resto
do país. Na primeira semana de outubro, o candidato tucano
tinha 26 pontos de vantagem sobre o petista (63% a 37%). Hoje,
a diferença está reduzida a 6% (placar de 53% a
47% para Alckmin). Tudo somado e subtraído, o deslocamento
eleitoral favorável a Lula no Sul teria sido de 20 pontos,
quatro pontos percentuais acima do que se verificou no Sudeste
e oito pontos acima do que se registrou no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste.
Ou seja, se as urnas confirmarem os números do Datafolha,
que, aliás, estão em linha com os de todos os outros
institutos, Lula se reelegerá vencendo na maioria das regiões
e dos estados brasileiros. Não teremos, assim, um país
dividido entre vermelhos ao Norte e azuis ao Sul, como chegaram
a sugerir alguns analistas mais rápidos no gatilho do que
certeiros na pontaria".
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