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Energia
renovável – o futuro do Rio Grande
Hoje
reproduzimos discurso do Deputado Frei Sergio, no período
de Grande Expediente da Assembléia Legislativa, em 16/11/2006,
quase uma despedida pois ele não concorreu à reeleição.
O tema abordado é importantíssimo, pois trata de
setor estratégico para o Brasil – a produção
de energias renováveis - e o deputado é profundo
conhecedor do assunto.
Ao final, segue meu comentário sobre o pronunciamento do
parlamentar
Boa Leitura!
Flavio Koutzii
Alegra-me
a oportunidade de ocupar a tribuna, durante este espaço
privilegiado, para falar sobre algo que, nos próximos anos,
poderá significar a possibilidade de redenção
econômica e social do Rio Grande do Sul. Trata-se de um
tema prioritário ao qual tenho-me dedicado nos últimos
quatro anos, tempo em que estive nesta Assembléia Legislativa
para exercer o mandato que o povo me concedeu.
Queria falar das perspectivas que o Rio Grande do Sul tem de contribuir
para o desenvolvimento econômico e social na nova fase em
que a humanidade está entrando. Refiro-me à possibilidade
de o Estado produzir energias renováveis a partir da biomassa.
Esta não é uma questão só do Brasil,
apesar de nos encontrarmos em situação privilegiada.
O tema é novo, e dele se fala muito, embora haja muita
propaganda e comentários superficiais. Mas é preciso
que nos aprofundemos e, a partir disso, entendamos as grandes
possibilidades que se abrem.
Em primeiro lugar, é importante saber por que as energias
renováveis, especialmente aquelas provindas da biomassa,
da produção vegetal e animal, passaram a ter tanta
importância para o próximo período.
Estamos chegando ao fim de uma era não só em termos
energéticos, mas também em termos de desenho da
existência humana na Terra. O período das energias
fósseis, das energias provindas do petróleo e do
carvão está chegando ao fim.
O petróleo é uma energia líquida disponível
de forma extremamente flexível, ou seja, pode-se andar
de carro, caminhão ou trem e carregar junto a energia,
disponibilizando-a em pequenas quantias para que novos motores
sejam acionados.
Essa mobilidade alterou a configuração da existência
humana na Terra, configurou os tipos de cidade que temos hoje,
influenciou de forma extraordinária todo o sistema de engenharia
e possibilitou o fantástico desenvolvimento técnico
e científico de que dispomos.
Porém, o petróleo é uma fonte de energia
finita, tem tempo para acabar, e esse tempo está chegando.
Provavelmente, dentro de 10 ou 15 anos, no máximo, chegaremos
ao pico, ao ponto máximo da capacidade de bombeamento de
petróleo na Terra, e a curva de produção
começará a cair, embora a curva do consumo continue
subindo. O fim da era do petróleo coloca como pauta para
a humanidade o desenvolvimento de tecnologias que possibilitem
produzir energia renovável líquida, disponível
com grande mobilidade.
Mas há outro fator que considero muito preocupante: os
problemas ambientais gerados pelo consumo do petróleo.
O consumo do petróleo, na escala verificada na segunda
metade do século XX e no início do século
XXI, provoca problemas ambientais seríssimos. Um deles
é a destruição da camada de ozônio,
e o outro, muito mais grave em termos da continuidade da existência
humana na Terra na forma como existe hoje, é o aquecimento
global, que já está em situação muito
próxima da que poderíamos chamar de caminho sem
volta ou ponto sem retorno.
O aquecimento global é produzido pelo efeito estufa, que,
por sua vez, é causado pela emissão de gases, que
permanecem na atmosfera e impedem que os raios solares, no momento
em que repicam no globo terrestre, se dispersem no espaço.
Dessa forma, esses raios ficam repicando no globo e aumentando
– num primeiro momento, de maneira muito lenta e, a partir
de um certo ponto, de forma rápida e drástica –
a temperatura da Terra, derretendo geleiras nos pólos,
fazendo com que a temperatura e o nível da água
dos oceanos se alterem, provocando inúmeros problemas ambientais
no mundo todo e principalmente o que hoje se chama de crise do
clima ou desequilíbrios climáticos, que tendem a
ser cada vez mais sérios e graves.
Ora, é necessário que se tenha uma fonte de energia
que, num primeiro momento, reduza o problema e, num segundo momento,
acabe com essas emissões que produzem o efeito estufa,
que, por sua vez, traz a crise do clima.
As energias renováveis provindas da biomassa, seja ela
o álcool, o óleo vegetal, o biodiesel e o biogás,
são combustíveis biodegradáveis e perfeitamente
assimiláveis pela natureza, sem nenhum efeito e sem nenhuma
produção de gases causadores do efeito estufa.
Trata-se de uma pauta da humanidade, e o Rio Grande do Sul, colegas
deputados que estão nesta sessão, encontra-se numa
posição privilegiada para produzir combustível
proveniente da biomassa, bem como o Brasil, de modo geral. A biomassa
se especializa basicamente em armazenar a energia emitida pelos
raios solares, fazendo com que um pé de cana ou um grão
de mamona se transforme numa espécie de bateria que retém
essa energia e a torna disponível a partir de um processo
de extração, que é relativamente simples,
com tecnologias já perfeitamente desenvolvidas.
O Rio Grande do Sul possui uma enorme área fértil
e um campesinato extremamente organizado e competente, com mais
de 430 mil famílias de pequenos agricultores. Seu clima
permite produzir de nove a dez oleaginosas em diferentes épocas
do ano, seja verão ou inverno, assim promovendo uma combinação
extremamente importante para aquilo que será o desafio
do futuro do País e da humanidade: produzir energia da
biomassa sem diminuir a produção de alimentos.
O cultivo dessas oleaginosas pode ser perfeitamente combinado
com a produção de alimentos, fazendo com que seja
criado um ciclo virtuoso entre elas, pois é possível
fazer rotação de culturas ou consórcio de
cultivos. É viável, por exemplo, produzir a mamona
consorciada com o feijão, transformando a torta da mamona
em adubo orgânico e assim diminuindo a dependência
dos adubos químicos das multinacionais. Pode-se também
usar a torta do girassol e da soja como alimentação
para o gado – do qual se obtêm o leite e a carne –,
para os suínos ou para o frango, que também fazem
parte da alimentação humana.
Assim se completa um ciclo que – é muito importante
que se diga – não aconteceria no Rio Grande do Sul
se não tivéssemos a capacidade de produzir álcool.
E nós a temos, por felicidade da nossa condição
histórica. Talvez não tenhamos condições
de produzir álcool no Rio Grande do Sul nos moldes em que
é produzido em São Paulo ou Pernambuco. O Proálcool
não se criou aqui porque a nossa topografia, a nossa estrutura
agrária e a nossa organização social camponesa
– muito forte no Estado – nunca permitiram.
Apesar de a região costeira do rio Uruguai, por exemplo,
e a região missioneira serem adequadas para produzir cana-de-açúcar
praticamente o ano todo – porque estão livres das
geadas e também por sua topografia, por sua organização
social e por sua estrutura agrária –, nunca foi permitido
que grandes usinas de álcool se implantassem aqui, visto
que aquele modelo produtivo não tem flexibilidade para
se adaptar a esse tipo de organização social e de
estrutura fundiária.
A partir da realização de vários estudos
científicos, os movimentos sociais da Via Campesina estão
desenvolvendo a capacidade para produzir álcool de cana-de-açúcar
e de mandioca, com processamento dos dois na mesma usina. Isso,
a partir das pequenas propriedades.
Nas comunidades e até mesmo nas pequenas propriedades,
microusinas passarão a produzir álcool de alambique,
com os resíduos – bagaço e vinhaça,
entre outros – sendo destinados à alimentação
do gado bovino e suíno ou utilizados como adubo orgânico.
Esse álcool pré-pronto será então
transportado para destilação final em usinas maiores,
para ser colocado no mercado nas condições exigidas
pela Agência Nacional do Petróleo.
Tudo isso fará com que uma grande região do Estado
do Rio Grande do Sul se transforme em produtora de biodiesel e
energia líquida – álcool –, sem deixar
de manter a sua estrutura agrária. Pelo contrário,
a nova atividade viabilizará a permanência dos pequenos
agricultores na terra. O sistema também permite que se
produza álcool o ano todo, combinando as colheitas da cana
e da mandioca. Mais: vai criar novas alternativas de renda e melhorar
os ganhos nas atividades que os agricultores já praticam.
Então, estamos resolvendo problemas que, por um modelo
tecnológico inadequado para as nossas condições
de solo e clima, impediam o Estado de produzir.
Com o apoio tecnológico e financeiro da Petrobras, da Universidade
Regional Integrada – URI – de Frederico Westphalen,
da Universidade Federal de Santa Maria e da Embrapa Clima Temperado,
de Pelotas, serão instaladas na região de Frederico
Westphalen, nos próximos meses, a primeira usina de álcool
de pequeno porte, com capacidade de produção de
5 mil litros por dia – portanto, 1 milhão e meio
de litros por ano –, e 10 microusinas.
Além disso, estarão se instalando no Rio Grande
do Sul duas grandes usinas de biodiesel, associadas a duas cooperativas
de produção desse combustível, integradas
majoritariamente – não unicamente – por pequenos
agricultores e assentados. Esses investimentos serão viabilizados
pela Petrobras, junto com os pequenos agricultores organizados,
para que não se repita com o biodiesel o mesmo equívoco,
o mesmo erro cometido com o Proálcool, na sua primeira
fase.
Tenho a expectativa muito grande de que essa nova onda de produção
de álcool no Brasil – que, espero, o governo Lula
venha a apoiar – não reproduza o modelo de São
Paulo e de Pernambuco, que é socialmente perverso, ambientalmente
insustentável e, sobretudo, extremamente concentrador de
renda e de poder em um pequeno grupo. Além disso, o Rio
Grande não teria condições de competir e
muito menos de implantar esse modelo de indústria, pelos
motivos já citados.
É importante criar, portanto, um modelo diferenciado, com
apoio público, mas sem paternalismo, para que os agricultores
se organizem para uma nova fase na qual o Rio Grande e a humanidade
estão entrando. Esperamos que, com isso, se fortaleça
a agricultura de pequeno porte, se viabilize um projeto de reforma
agrária e se crie um processo de desenvolvimento que distribua
renda para os pequenos Municípios.
Inclusive, apresentei há poucos dias nesta Casa, fruto
de um amadurecimento nesse período todo em que me dediquei
a essa questão, junto com uma grande equipe, um projeto
que estabelece uma política de desenvolvimento da produção
de quatro energias renováveis – álcool, biodiesel,
bioóleos combustíveis e biogás –, a
qual fortalecerá a distribuição de renda
e a espacialização das indústrias nos pequenos
Municípios.
Essa política de apoio à produção
de energias renováveis, a partir da biomassa, deve ter
como foco central as pequenas e médias indústrias,
para que ganhem em incentivos fiscais o que talvez não
teriam em competitividade econômica. Assim, ao invés
de termos uma indústria de óleo vegetal na Região
Celeiro, por exemplo – a qual conheço bem –,
poderíamos ter uma em cada Município, fazendo inclusive
com que a torta permaneça próxima aos agricultores,
ajudando-os a desenvolver a produção de leite, de
suínos e de outros produtos.
É
função das políticas públicas e nossa
função como legisladores criar uma base legal, cultural
e política que possibilite gerar não só uma
nova e importante fonte de renda para os assentados e para os
pequenos e médios agricultores, mas também condições
para que neste novo momento, nesta nova fase da humanidade, do
Brasil e do Rio Grande do Sul, o nosso Estado, nas suas políticas
públicas e na sua estrutura legal, esteja à altura
desses novos desafios.
Há
um grande debate sobre a temática, e muitas coisas importantes
estão acontecendo nessa área. Esse é apenas
o início.
Aprendi na minha terra, quando era piá, um ditado que dizia:
O boi lerdo bebe água suja. E o Rio Grande do Sul não
pode ser um boi lerdo neste novo momento de produção
de energia. Possibilidades novas estão surgindo.
Em Rio Pardo, descobri, por exemplo, o pinhão manso, planta
que diziam não existir no Rio Grande do Sul. Ela, no entanto,
existe, adaptou-se ao nosso Estado. A Embrapa está desenvolvendo
pesquisas sobre esse cultivo, que pode produzir até 3 mil
e 500 litros de óleo por hectare.
Já estamos fazendo um plantio em escala capaz de produzir
sementes. O pinhão manso tem a vantagem de, além
de possibilitar uma excelente produção de óleo
vegetal, ser uma planta perene, que suporta 25 ou 30 anos de produção
sem ter de ser renovada. Ela também permite ao produtor
compatibilizar preservação ambiental e produção
econômica.
O dilema enfrentado por tantos agricultores é justamente
este: ou ele deixa a mata e não produz, visando a cumprir
a reserva legal, ou produz e corre o risco de ser multado pelos
órgãos ambientais.
O tungue é outra árvore que está adaptada
ao nosso Estado. Ela foi trazida pelos colonos vindos da Itália
há mais de um século. Toda a nossa região
de colonização italiana tem o tungue, que pode produzir
4 mil litros de óleo vegetal por hectare e também
é uma árvore perene.
Estou falando de novas possibilidades, de alternativas impensadas
até hoje e que agora se abrem como uma perspectiva importante
para o nosso Estado.
Fico feliz por esta oportunidade de falar ao Rio Grande a respeito
desse assunto. Faço-o no final deste meu primeiro e único
mandato nesta Casa. Esse é um tema com o qual estive envolvido
ao longo de muito tempo, e mais recentemente pude apresentá-lo
aos meus colegas como uma proposição madura que,
espero, possamos votar até o final do ano.
Tenho
certeza de que, ao fazê-lo, estaremos preparando o Estado,
inclusive, para uma nova fase da sua indústria de equipamentos.
Milhares de micro-usinas de álcool, de pequenas extratoras
de álcool poderão surgir no Rio Grande do Sul, gerando
empregos e desenvolvimento também para a nossa indústria
metalúrgica e outros setores. Não estou falando
de uma nova fase no setor da alcoolquímica, da oleoquímica
e da gliceroquímica, que poderão criar o que hoje
são os pólos petroquímicos e outras potencialidades
industriais para o nosso Brasil e para o nosso Estado, se soubermos
chegar a tempo na história.
FLAVIO
KOUTZII
Deputado Frei Sérgio, rasgar seda não é a
minha especialidade, mas penso que aconteceu aqui algo interessante
com todos nós, os deputados presentes.
A sessão de quinta-feira sempre é mais difícil
de ser realizada porque não há pauta, e por isso,
talvez, os deputados fiquem um pouco mais dispersos.
Deputado Frei Sérgio, o seu estilo de fala, sempre sereno,
profundo e de muito conteúdo – não é
gritado –, às vezes, pode não captar imediatamente
a atenção dos ouvintes. No entanto, vi, como par
de todos os meus colegas aqui presentes, a enorme atenção
do deputado Aloísio Classmann e, depois, todos os colegas
parlamentares dando-se conta de que a matéria que V. Exa.
trazia é uma verdadeira aula sobre um tema que talvez todos
nós estejamos desafiados a enfrentar, principalmente nós
que discutimos sempre os melhores caminhos para o desenvolvimento
do nosso País e as suas potencialidades que podem reverter
para o nosso povo.
Esse tema já foi tratado por V. Exa., em particular, e,
algumas vezes, procurei retomá-lo, sem ter o mesmo conhecimento
do nobre colega, com quem aprendi sobre isso. Dou-me conta, portanto,
de que não há nenhuma retórica e nenhum exagero:
esse tema é estratégico.
A humanidade fez milhões de guerras e houve mil tragédias
para deter e controlar as fontes de energia. As guerras pelo petróleo
são conhecidas e, aliás, presentes até este
momento.
Nós já tínhamos algo nesse sentido há
muito tempo, que é explicado uma vez mais com a intervenção
do deputado Frei Sérgio: o aproveitamento da cana-de-açúcar
e do álcool como energia. A tecnologia desenvolvida –
não sei se perceberam isso na explanação
do deputado – apresentou um problema. É um recurso
brasileiro que exige grandes extensões de terra e fez nascer
grandes proprietários, no Nordeste e em São Paulo.
Trouxe o benefício de ser uma alternativa, mas não
trouxe junto o benefício de fazer com que proprietários
pequenos e médios pudessem engrenar no processo. Afirma-se,
hoje, que o biocombustível, que envolve a mamona e várias
alternativas, as quais foram explicitadas pelo Frei Sérgio,
é uma fonte inesgotável e um terceiro elemento em
que o Brasil é pioneiro. Portanto, tem vantagem estratégica.
Essa vantagem estratégica acontece no momento em que o
mundo inteiro reconhece que aquela história de tratar os
ambientalistas como os "louquinhos" do verde é
um erro trágico. Todos os cientistas do mundo, de todos
os países e de todas as linhas possíveis de interpretação,
dizem que a Terra está começando a apresentar insustentáveis
agravamentos na sua condição viva e como nutriente
dos seres humanos.
Estamos entrando, refiro-me ao Brasil – e não estou
aqui para fazer propaganda do governo, mas há uma importante
sensibilidade do governo nacional sobre isso, e oxalá se
amplie –, no debate, que não sei se ficou claro –
para mim ficou porque já conversei muito com o Frei Sérgio
–, sobre qual será a melhor maneira de fazer isso.
Ou seja, por meio de usinas que produzam o óleo diretamente
ou que aproveitam a matéria-prima original, o seu produto
– que fica e não vai para o combustível –,
para nutrir a atividade, alimentar e vitalizar a pequena e média
propriedade. Por isso o termo auto-sustentável parece aplicar-se
aí com muita pertinência.
Trata-se de uma polêmica na visão do PT e de todos
os que começam a ver um novo mundo e uma nova realidade.
Ocupei o espaço de apartes um pouco longamente, atrevendo-me
a repetir algumas de suas idéias principais, porque vai
iniciar uma nova legislatura e os deputados do Rio Grande do Sul,
todos, estão profundamente interessados nos temas que nos
possam dar potencialização e desenvolvimento. Há
uma espécie de comprovação científica,
uma certeza, não uma fantasia, não uma hipótese
a demonstrar, de que é um caminho com muitas possibilidades
a seguir.
Tendo em vista as características do campo do Rio Grande
do Sul – e acredito que foi isso que o Frei Sérgio
quis dizer –, onde há muitas médias propriedades,
vamos encontrar um ponto de alavancagem da produção
agrícola e de avanço do ponto de vista de alternativas
energéticas da mais alta importância, assim como
a eólica o é. Essa riqueza é do Brasil e
é possível no nosso Estado. Nesse sentido é
que se diz: vamos tentar evitar o modelo ultraconcentrador e encontrar
um que potencialize o conjunto das economias.
V.
Exa., com sua maneira de ser e sua modéstia, que é
tão grande quanto a sua coragem e a sua determinação,
para mim é talvez quem tenha trazido, no tema das grandes
vertentes e alternativas, a contribuição mais rica
e importante para esta Casa. É justo também sublinhá-la
no momento em que, como deputado, se aproxima a data em que se
despedirá do seu mandato. Muito obrigado.
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