Flavio Koutzii foi chefe da Casa Civil do primeiro governo
da Frente Popular no Rio Grande do Sul, de janeiro de 1999
a abril de 2002. Reassumiu o mandato na Assembléia
em abril de 2002 e concorreu a deputado estadual, reelegendo-se
com 54.785 votos, o terceiro mais votado do PT.
Em 2003, o deputado é membro titular da Comissão
de Educação, Cultura, Desporto, Ciência
e Tecnologia e da Comissão de Finanças e Planejamento,
e será o líder da bancada petista na Assembléia
em 2005 e 2006.
Filho de imigrantes russos, Flavio Koutzii nasceu em Porto
Alegre, em 20 de março de 1943. Estudou no Colégio
de Aplicação e, nos anos 60, ainda estudante
de Economia da UFRGS, participou da fundação
do Partido Operário Comunista (POC). |
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A militância obrigou-o a deixar o Brasil
em 1970, perseguido pela ditadura militar. Na Argentina, voltou
a enfrentar a repressão e esteve preso de 1975 a 1979.
Libertado graças a uma campanha internacional de solidariedade,
exilou-se na França, de onde retornou para o Brasil em
1984. Sobre a dramática experiência nos cárceres
dos presos políticos da Argentina, escreveu o livro "Pedaços
de Morte no Coração", tese de sociologia defendida
na École des Hautes Études en Sciences Sociales,
na Sorbonne, em Paris.
Um dos fundadores do PT no Estado, Koutzii candidatou-se ao Senado
em 1986, obtendo 250 mil votos. Foi coordenador da primeira bancada
petista na Assembléia gaúcha e elegeu-se o vereador
mais votado do PT de Porto Alegre em 1988, quando Olívio
Dutra chegou à prefeitura da Capital.
Líder do governo na Câmara de Vereadores por dois
anos, Koutzii foi eleito deputado estadual pela primeira vez em
1990. Em dois mandatos, até o final de 1998, foi líder
da bancada petista e um dos principais opositores dos governos
Collares e Britto. Forte crítico da experiência do
Calendário Rotativo, relatada no livro "A Tragédia
da Educação (1991-1992), teve entre seus projetos
aprovados na época a Lei 9676, que regulamenta o funcionamento
do Conselho Estadual de Educação. Também
é autor do projeto que instituiu programas de combate à
Aids nas escolas e a obrigatoriedade do atendimento de pessoas
portadoras do vírus HIV na rede pública.
Em 1993, Koutzii presidiu a CPI da Propina. Foi reeleito em 1994
com 30.894 votos, o deputado estaduadl mais votado do PT. De 1995
a 1998, durante o governo Britto, destacou-se na investigação
e denúncia do desmonte do Estado e dos empréstimos
milionários prometidos a montadoras multinacionais. Foi
membro das Comissões Permanentes de Educação
e Finanças da Assembléia e líder da bancada.
Entre os seus projetos do segundo mandato destacam-se as emendas
constitucionais extinguindo a Justiça Militar e obrigando
o Tribunal de Contas do Estado a encaminhar ao Legislativo os
resultados das suas inspeções e auditorias, o projeto
de lei regulamentando a exibição das taxas de juros
cobradas no comércio varejista, o projeto que institui
o Programa de Garantia de Renda Familiar Mínima no Estado
e o que regulamenta a Iniciativa Popular no processo legislativo.
Em 1998, Koutzii foi eleito deputado estadual pela terceira vez,
com 43.615 votos, mandato que reassumiu somente em abril de 2002,
depois de três anos como chefe da Casa Civil do governo
de Olívio Dutra. Na campanha eleitoral de 2002, o deputado
completou 40 anos de atividade política. |